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Butão - A terra do dragão

Um pequeno e fechado reino nos Himalaias, encravado entre a  China, a norte e oeste, e a Índia, a leste e sul. A capital é Thimphu.


A tradição situa o início da sua história no século VII, quando o rei tibetano Songtsen Gampo construiu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang. No século VIII, é introduzido o budismo tântrico pelo Guru Rimpoché, “O Mestre Precioso”, considerado o segundo “Buda” na hierarquia tibetana e butanesa.

Os séculos IX e X são de grande turbulência política no Tibete e muitos aristocratas instalam-se nos vales do Butão onde estabeleceram o seu poder feudal. Nos séculos seguintes, a atividade religiosa começa a adquirir grande força e são fundadas várias seitas religiosas, dotadas de poder temporal por serem protegidas por facções da aristocracia.

No Butão estabeleceram-se dois ramos, embora antagônicos, da seita Kagyupa (uma das quatro escolas do Budismo Tibetano, fundada pelo mahasiddha indiano - reconhecidos como os fundadores de muitas tradições budistas, indianas e de linhagens - Tilopa 988 /1089).




A sua coexistência será interrompida pelo príncipe tibetano Ngawang Namgyel que, fugido do Tibete, no século XVII, unifica o Butão com o apoio da seita Drukpa, tornando-se o primeiro Shabdrung do Butão (“aquele a cujos pés todos se prostram”).

Ele mandaria construir as mais importantes fortalezas do país que tinham como função suster as múltiplas invasões mongóis e tibetanas. O relato da época foi feito por Estevão Cacella, o primeiro europeu a entrar no Butão. Este missionário jesuíta português, que viajou através dos Himalaias em 1626, encontrou-se com o Shabdrung Ngawang Namgyel e no fim de uma estadia de quase oito meses escreveu uma longa carta relatando as suas viagens. 

Este é o único relato deste Shabdrung que resta. A partir do seu reinado estabeleceu-se um sistema político e religioso que vigoraria até 1907, em que o poder era administrado por duas entidades, uma temporal e outra religiosa, sob a supervisão do Shabdrung.


O Butão só mantinha relações com os seus vizinhos na esfera cultural do Tibete (Tibete, Ladakh e Sikkim) e com o reino de Cooch Behar na sua fronteira sul.

Com a presença dos ingleses na Índia, no século XIX, e após alguns conflitos relacionados com direitos de comércio, aconteceu a guerra de Duar em que o Butão perdeu uma faixa de terra fértil ao longo da sua fronteira sul.

Ao mesmo tempo, o sistema político vigente era enfraquecido pela a influência dos governadores regionais que se tornavam cada vez mais poderosos. O país corria o risco de se dividir novamente em feudos. Um desses governadores, o “Penlop” de Tongsa, Ugyen Wangchuck, que já controlava o Butão central e oriental, conseguiu dominar os seus opositores de Thimbu e, assim, implantar a sua influência sobre todo o país.

Em 1907 seria coroado rei do Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo, e com a aliança dos ingleses. Nascia dessa forma, à monarquia hereditária que vigora hoje.




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