Dicas de leitura para um ano novo proveitoso

No hemisfério sul, o verão é a estação do ano novo — e essa será a minha desculpa para, nesta edição do Estações Young, não falar do verão, mas sobre o ano novo.

 

Muito embora separamos os dias em meses, meses em anos, anos em décadas para organizarmos nossos pensamentos com mais clareza, ficamos tão presos a essas abstrações que, de alguma forma, criamos esperanças de que o ano que se inicia seja melhor do que o que encerrou — mas não refletimos muito sobre como a segunda-feira que vem se diferirá da segunda-feira passada.

 

De toda forma, acho super positiva essa mística do ano novo. Não é à toa que preferi falar sobre ele, não sobre o verão. Aquela abstração que descrevi acima traz não somente esperanças; mas, sobretudo, energias. Os vinte dias que separam 20 de dezembro e 10 de janeiro são suficientes para ver na face da maioria das pessoas que, mesmo sem descansar, elas terão mais energia e mais esperanças em um ano próspero.

 

Sendo assim, um momento tão especial do ano requer uma lista de leitura à altura. Para auxiliar no processo de seleção de livros, trago algumas sugestões de diversos tipos, diversos tamanhos… e escritos em diversos momentos da hisória.

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas

Dale Carnegie

Quando escrevi a primeira lista de sugestões de leitura para a Estações Young, um dos primeiros livros indicados foi este. Por que estou repetindo? Porque é um livro que vale a releitura — prática indicada pelo próprio autor.

 

Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas é um dos maiores best-sellers já escritos. As capas das edições mais recentes apontam que o livro já teve mais de 50 milhões de exemplares vendidos.

 

Mas, não se engane, embora o conteúdo descrito pelo título pareça trivial, o livro é uma referência fundamental para todos aqueles que não vivem em uma caverna. Desconhecer as regras descritas por Carnegie pode lhe custar um cliente importante, ou até mesmo lhe custar os prazeres de uma ceia natalina tranquila sem brigas.

Arriscando a Própria Pele

Nassim Nicholas Taleb

Toda evolução empreendida pelo ser humano envolveu um elemento do qual não podemos escapar: o risco. À medida em que os empreendimentos vão ficando mais complexos — e a sociedade também —, a distribuição dos riscos se torna cada vez mais difícil de ler, ocultando assimetrias que podem gerar lucros ou prejuízos injustos.

 

Dessa forma, em Arriscando a Própria Pele, Taleb discute as consequências éticas das diferentes formas de distribuição de riscos, apresentando as assimetrias ocultas do cotidiano, numa leitura muito agradável que pode lhe trazer novos olhos para o novo ano.

Sonho Grande

Cristiane Correa

Documentário textual que narra os sete meses que Eric vivenciou na Guerra Civil Espanhola. Assim como Na Pior em Paris e Londres, o livro é muito leve e bem humorado, muito embora trate de um dos principais conflitos do Século XX, uma guerra que pode ser considerada o “prefácio” da Segunda Guerra Mundial.Sonho Grande pode ser a inspiração para as grandes jornadas do ano que se inicia. Escrito por Cristiane Correa, o livro narra a trajetória de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira na construção, reforma, aquisição e gestão de algumas das marcas mais famosas do Brasil e do mundo — como Brahma, Antartica, Ambev (InBev e AB InBev), Burger King, entre várias outras. Sonho Grande traduz numa prosa clara, simples e cativante os valores que impulsionaram os maiores empresários brasileiros da atualidade.

Civilização e Espetáculo

Mario Vargas Llosa

Para além dos negócios, o ano também se inicia para a cultura. No entanto, o principal questionamento que nos resta nesta seara é: quais são os rumos da cultura no século XXI? Em meio a Instagram e Netflix, aquilo que é considerado cultura hoje é muito diferente daquilo conceituado pelos clássicos — e isso tem consequências. Num mundo em que “tudo é cultura”, nada acaba sendo verdadeiramente cultura, e o vencedor do Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa descreve suas preocupações com o declínio cultural do ocidente em Civilização do Espetáculo.

O Mercador de Veneza

William Shakespeare

Sendo assim, por que não sugerir uma das mais admiráveis manifestações artísticas da humanidade para o novo ano? O Mercador de Veneza é uma peça escrita por Shakespeare cujo enredo orbita os impasses entre o mercador Antonio, o agiota Shylock… e a garantia de um empréstimo: uma libra de carne de Antonio. Para além de todos os recortes específicos do local e da época retratada — Veneza do século XVI —, a obra dramatiza um conflitos dos mais instigantes da filosofia: qual é o limite entre a justiça e a vingança.

Uma Canção de Natal

Charles Dickens

Por fim, não poderia deixar de mencionar um livro relacionado à mais bela das datas do ano: o Natal. Neste ano, a Penguin-Companhia lançou uma edição de Uma Canção de Natal, escrita por Charles Dickens, que não poderia passar em branco. Nele, o empresário Ebenezer Scrooge — notório pela ganância, frieza, incapacidade de cultivar amizades e, sobretudo, indiferença com o Natal — é visitado pelo fantasma de Jacob Marley, seu ex-sócio. Marley avisa a Scrooge que, com o objetivo de alertá-lo sobre o triste fim que lhe aguarda, outros três fantasmas lhe visitarão: o Fantasma dos Natais Passados, o Fantasma do Natal Presente e o Fantasma dos Natais Futuros. 

 

Uma Canção de Natal é um dos principais clássicos sobre o Natal, com diversas adaptações — dentre as quais eu destaco O Conto de Natal dos Muppets, protagonizado pelos fantoches mais carismáticos do cinema. 

 

Para aqueles que não conhecem, Uma Canção de Natal é uma história indispensável de se conhecer. Para aqueles que já conhecem, uma história indispensável de se revisitar, pois, assim como revisitamos o Natal todos os anos para nos lembrar dos mais nobres valores de solidariedade e gratidão, este conto de Dickens também deve ser lido novamente.

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