Como anda a mobilidade?

Aposta é aumento das ciclovias e passeios sustentáveis e menos veículos poluindo e trazendo perigos às cidades

Alessandra Cavalheiro

Circular pelas Metrópoles brasileiras não tem sido fácil. Mesmo com as tentativas dos governos e uma lista de obras em andamento, o número de veículos continua gigantesco. A Grande Florianópolis, segunda menor região metropolitana do Brasil, depois de Aracaju, tem mais de 1 milhão de pessoas circulando. São Paulo, a maior metrópole do país, com 21,5 milhões de habitantes, tem melhorado, mas não é o suficiente. É uma das 10 regiões mais populosas do planeta.

Pesquisas indicam que na próxima década, o número de carros na capital paulistana deve cair em 28%. Enquanto o paulistano demora, em média, 3 horas para se locomover, diariamente, este tempo é maior em Floripa, para quem precisa se deslocar para outros bairros, de ônibus.

Mobilidade, definitivamente, não é o forte da bela e mágica capital manezinha. Embora pesquisas mostrem que as autoridades e a população querem mudar este quadro, as opções de transporte ainda não ajudam na hora de se movimentar nas capitais.

Estudiosos dizem que as pessoas gostariam de mudar, mas não encontram alternativas ao carro. Transporte público de qualidade, ciclovias seguras, passeios para que as famílias possam se locomover sem transtornos, rodízios, ou soluções tecnológicas são algumas possibilidades que se buscam hoje em dia.

De byke em Floripa

Andar de bicicleta ou a pé é considerado algo perigoso em meio a tantos veículos, apesar das tentativas de organização urbana nas metrópoles. No fim de 2019, foi anunciado pela Prefeitura de Florianópolis uma rota cicloviária que vai interligar a Beira-Mar Continental à Beira-Mar de São José.

Serão preparados 4,4 quilômetros para os ciclistas percorrerem de forma ininterrupta, segundo a assessoria. A estrutura deve estar pronta no segundo semestre de 2020. A proposta da atual gestão é ampliar o sistema cicloviário em 60 a 80% até o fim do mandato, com este e outros projetos. Mas o que se vê ainda são ciclovias sem ligação entre elas, buracos, lixo e muito perigo pelo caminho.

De byke em São Paulo

 

Essa última experimentei os banhos públicos japoneses, chamados de Onsen, onde você fica imerso em piscina de água termal a 40 graus relaxando. Ficam abertos das 5 da manha as 23 h. impossível não achar uma hora para ir.

Mas o que mais me cativou foram os japoneses: sempre sorridentes, simpáticos e prontos para ajudar.

Em um restaurante onde fui experimentar okonomiyaki ( um tipo de panqueca frita com vários ingredientes como repolho peixe, ovos..) no final da refeição uma tempestade se aproximava e me apressei em pagar a conta e voltar para o hotel. Para a minha surpresa, o dono do restaurante me esperava na porta com um guarda-chuva a postos e o ofereceu para mim.

 

Torcida por passeios sustentáveis

Segundo estudo, até 2030, o uso de bicicletas deve aumentar 47% na capital paulista. O valor é acima da média mundial, que prevê aumento de 18% nas bicicletas. “Para desestimular o uso do carro como meio de transporte é preciso deixar de investir em novas obras viárias, o que difere da postura adotada pela maioria dos governantes, opina Rafael Calábria, pesquisador em Mobilidade do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. "A gente trabalha com o conceito de trânsito induzido: quanto mais você faz rua ou avenida, mais você estimula o trânsito".

Assim, se você pesquisar sobre mobilidade ao redor do mundo, verá que mais investimentos em ciclovias e passeios sustentáveis, com menor poluição e perigos, é uma sugestão dos estudiosos do assunto.

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